Junta de Freguesia do Coimbrão Praia do Pedrógão

                      

 

 

 

Ao dirigirmo-nos para a costa encontramos a Praia do Pedrógão, banhada pelo oceano Atlântico, um nome adquirido por ter junto ao mar grandes rochas escalvadas.
Em 1835, dois lavradores abastados do Coimbrão, decidiram montar uma campanha (grupo de pescadores) num extenso areal, iniciando a exploração industrial da sardinha. Não havia casas, nem ruas, nada! Só pedras e dunas. Para movimentar o barco, procuraram 40 homens nas Praias mais a Norte. Esses pescadores fixaram-se e fizeram as suas barracas de madeira muito rudimentares. Foram estes os primeiros habitantes do Pedrógão. Era uma gente pobre, um estatuto que poucas alterações sofreu ao longo de muitos anos. Os pescadores utilizavam uma das artes mais antigas de que se tem conhecimento, a xávega, com esbeltos barcos em forma de meia lua, estas embarcações eram a remos. Com o passar do tempo as campanhas sucediam-se, e no inicio do século, aquela praia passou a ser uma das maiores abastecedoras de peixe da região.

Foram surgindo as primeiras barracas de madeira no bairro dos pescadores, e mais tarde, algumas casas "senhoriais". As diversões dos "senhores" limitaram-se durante muito tempo aos convívios no areal, cinema ao ar livre na zona do mercado, piqueniques no pinhal e encontros no café ou nas tabernas. Foi num desses serões que surgiu a ideia de fundar o casino, em 1956. Um ano depois surgiu o novo local de diversão, junto de uma das várias casas de madeira já destruídas, onde se julga ter vivido Aquilino Ribeiro, que no livro " A Batalha Sem Fim" imortalizou a praia. Para dançar nos famosos bailes do casino vinham pessoas de outros lugares e a entrada só era permitida a sócios, familiares e pessoas do mesmo nível social. Naquela altura no período entre o dia 1 de Junho e 30 de Agosto a praia era destinada aos mais ricos, e a partir de Setembro, o areal vestia-se ás "riscas", isto é, era ocupada por camponeses e operários.

Com o passar dos anos as barraquinhas de madeira e as pequenas casas de alvenaria (construídas com tijolos de areão e cimento secos ao sol) deram lugar a prédios imensos que, segundo a população, descaracterizavam completamente uma das praias mais bonitas da região. No entanto estão a ser feitos esforços para que aquela praia continue a ser procurada pelas suas características terapêuticas e a ser um paraíso azul e ao mesmo tempo dourado.
 

 

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Este site foi actualizado pelo última vez em 01/08/08